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Precatórios

Entenda a diferença entre os precatórios federal, estadual e municipal

Entenda as diferenças entre precatório federal, estadual e municipal, incluindo quem paga cada um e como isso afeta o prazo de recebimento.

Andre Luiz Almeida
Andre Luiz Almeida
Atualizado em 18 min de leitura

Resposta rápida: A diferença entre precatório federal, estadual e municipal está em quem deve: a União e suas autarquias, como o INSS, um estado ou o DF, ou uma prefeitura. Todos seguem o Art. 100 da Constituição, mas, desde a EC 136/2025, só estados e municípios têm teto anual de pagamento, o que deixa essas filas menos previsíveis.

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Precatório é a ordem de pagamento que a Justiça expede quando o poder público perde uma ação e a condenação passa do limite da Requisição de Pequeno Valor (RPV). Os três tipos de precatório no Brasil (federal, estadual e municipal) se diferenciam pelo ente devedor, e essa distinção define o tribunal responsável e o quanto a fila é previsível. Entender a diferença entre precatório federal, estadual e municipal é o primeiro passo para conhecer suas opções, incluindo a de antecipar o recebimento em vez de esperar.

Este guia explica cada tipo com base no que a PJUS vê na operação com credores e nas regras da EC 136/2025, que mudou o pagamento de estados e municípios.

Qual é a diferença entre precatório federal, estadual e municipal?

A diferença está no ente devedor, ou seja, quem perdeu a ação judicial e é obrigado a pagar o crédito. A regra está no Art. 100 da Constituição Federal: os pagamentos devidos pelas Fazendas Públicas federal, estaduais, distrital e municipais em virtude de sentença judicial são feitos por precatório, na ordem cronológica de apresentação, exceto os de pequeno valor (RPV).

  • Precatório federal: a União ou autarquias federais (INSS, INCRA, universidades federais) são o devedor. Tramita nos Tribunais Regionais Federais (TRFs) ou, nas ações trabalhistas, nos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs).
  • Precatório estadual: um estado ou o Distrito Federal é o devedor. Em regra, tramita no Tribunal de Justiça (TJ) do respectivo estado; em ações trabalhistas, no TRT.
  • Precatório municipal: um município ou entidade municipal (autarquia ou fundação) é o devedor. Em regra, também tramita no TJ estadual, que administra a fila com os recursos repassados pela prefeitura; em ações trabalhistas, no TRT.
Diferença entre precatório federal, estadual e municipal pelo ente devedor e pelo tribunal onde cada um tramita.

Além do tipo por ente devedor, todo precatório tem uma natureza de crédito que define a prioridade na fila: alimentar (decorrente de relação laboral ou previdenciária, conforme o Art. 100, §1º da CF com a redação da EC 136/2025), comum (tributário, desapropriação, contratos) ou superpreferencial (titular alimentar com 60 anos ou mais, doença grave ou deficiência, até o triplo do limite da RPV, Art. 100, §2º da CF). Veja quem tem direito à superpreferência de precatórios. Essa natureza vale para qualquer tipo: federal, estadual ou municipal. Saiba mais sobre o precatório alimentar.

Como funciona o precatório federal na prática?

O precatório federal tem origem em ações contra a União ou autarquias como o INSS, o INCRA e universidades federais. Ele é administrado pelos Tribunais Regionais Federais (TRFs). O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) atende o Distrito Federal e 12 estados (Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins). O TRF3 cobre São Paulo e Mato Grosso do Sul. O TRF6, criado pela Lei 14.226/2021 e instalado em 2022, cobre Minas Gerais. Se o seu processo é contra a União e tramitava em Minas Gerais, atenção: hoje ele está no TRF6, com sistema de consulta e pagamento próprio. Para saber mais, acesse o artigo sobre precatório de empresa mineira.

O pagamento segue o marco orçamentário do Art. 100, §5º da CF, com a redação da EC 136/2025: precatórios apresentados até 1º de fevereiro de um ano entram no orçamento e devem ser pagos até o final do exercício seguinte.

  • Apresentado até 1º de fevereiro de 2026 → pagamento até dezembro de 2027
  • Apresentado após 1º de fevereiro de 2026 → pagamento até dezembro de 2028

Uma diferença pesa muito a favor do credor de precatório federal: a União não está sujeita ao teto anual de pagamento que a EC 136/2025 criou para estados, DF e municípios (Art. 100, §23 da CF). Por isso, o precatório federal é o mais previsível dos três. Mesmo assim, o prazo constitucional conta em anos, não em meses, e é essa espera que leva muitos credores federais a nos procurar.

Prazos de pagamento do precatório federal pelo marco da EC 136/2025: até dez/2027 ou até dez/2028.

Por que o precatório estadual demora mais para pagar?

O precatório estadual demora mais porque, desde a EC 136/2025, os estados só são obrigados a pagar, por ano, um percentual fixo da receita corrente líquida, mesmo que a fila seja maior que isso. Ele surge de ações contra qualquer um dos 26 estados brasileiros ou o Distrito Federal. A fila é administrada pelo Tribunal de Justiça (TJ) do estado, mas quem financia o pagamento é o governo estadual, com orçamento próprio e capacidade fiscal muito diferente de um estado para outro.

O teto vai de 1% a 5% da receita corrente líquida do ano anterior e sobe conforme o tamanho do estoque de precatórios em atraso (Art. 100, §23 da CF). A regra vale inclusive para os precatórios inscritos antes da emenda (art. 8º da EC 136/2025). Na prática, um precatório pode estar no orçamento e mesmo assim esperar, porque o dinheiro do ano acabou antes de chegar a vez dele.

Há ainda os estados e municípios do regime especial do art. 101 do ADCT, criado pela EC 94/2016 para os entes que estavam em atraso em 25 de março de 2015. Eles depositam mensalmente um percentual da receita em conta especial do TJ. A EC 136/2025 retirou o prazo final de quitação desse regime (art. 7º) e passou a aplicar a ele o mesmo teto anual. Na PJUS, acompanhamos os repasses dos entes em regime especial para avaliar o risco real de cada precatório estadual e fazer propostas precisas aos credores. Se o seu estado acumula atrasos, a antecipação é a alternativa mais segura. Fale com um consultor da PJUS.

Regra de RPV estadual: cada estado define por lei própria o valor da RPV, que não pode ser menor que o maior benefício do Regime Geral de Previdência Social (Art. 100, §4º da CF). Enquanto não há lei, vale o padrão de 40 salários mínimos (art. 87 do ADCT). Então o mesmo valor que seria RPV contra a União pode ser precatório contra um estado e entrar na fila. Entenda a diferença entre RPV e precatório.

O que é precatório municipal?

Precatório municipal é a ordem de pagamento expedida quando um município, ou uma autarquia ou fundação municipal, perde uma ação na Justiça e a condenação passa do limite de RPV da cidade. Ele nasce, por exemplo, de desapropriação de imóvel, de diferenças salariais de servidor municipal, de indenização por responsabilidade civil ou de tributo municipal cobrado indevidamente.

O caminho do precatório municipal tem quatro etapas:

  1. A ação contra a prefeitura transita em julgado e o valor é calculado no processo.
  2. O juiz da execução envia o ofício requisitório ao presidente do Tribunal de Justiça do estado.
  3. O TJ inscreve o precatório na fila do município, que deve incluir no orçamento os precatórios apresentados até 1º de fevereiro (Art. 100, §5º da CF).
  4. A prefeitura repassa o dinheiro ao TJ, que paga os credores pela ordem cronológica, respeitando as preferências.

Ou seja, quem paga é a prefeitura, mas quem organiza a fila e libera o dinheiro é o Judiciário estadual. Por isso a consulta do precatório municipal é feita no site do TJ do estado, e não no site da prefeitura.

Por que o precatório municipal é o mais imprevisível dos três?

O precatório municipal é o mais imprevisível porque depende da saúde financeira de cada uma das 5.569 cidades brasileiras (número do IBGE em 2025), e a realidade orçamentária de cada uma é completamente diferente. Na nossa operação, vemos que capitais com orçamento robusto costumam ter filas mais organizadas. Já municípios menores podem ter um estoque de precatórios atrasados que pesa muito sobre a receita da cidade.

O teto da EC 136/2025 deixa isso concreto. Veja um cálculo ilustrativo, com valores hipotéticos. Um município com receita corrente líquida de R$ 400 milhões e R$ 120 milhões em precatórios atrasados em 1º de janeiro tem um estoque de 30% da receita. Pela faixa do inciso III do §23 (estoque acima de 25% e até 35%), o teto anual é de 2% da receita, ou R$ 8 milhões. Isso equivale a menos de 7% do estoque por ano, sem contar os precatórios novos que entram na fila.

E já vimos de tudo: municípios com fila em dia e municípios com atraso de muitos anos. A saúde fiscal e a gestão de cada prefeitura pesam muito. Não existe regra geral confiável: cada precatório municipal precisa ser analisado individualmente antes de qualquer decisão. Um exemplo é o que explicamos sobre o precatório de Santo André.

E se a prefeitura não repassar o dinheiro? A Constituição prevê consequências. Se os recursos não forem liberados a tempo, o teto é suspenso e o presidente do TJ determina o sequestro das contas do município até o valor devido; o prefeito responde por responsabilidade fiscal e improbidade, e o município fica impedido de receber transferências voluntárias (Art. 100, §27 da CF). O mesmo vale para estados.

Regra de RPV municipal: cada município pode fixar seu limite por lei, respeitando o piso do maior benefício do Regime Geral de Previdência Social. Sem lei municipal, vale o padrão de 30 salários mínimos (art. 87 do ADCT). Muitos créditos relativamente pequenos acabam virando precatório e entram na fila, o que frustra quem esperava um pagamento rápido via RPV.

Limite de RPV no precatório federal, estadual e municipal: 60 salários mínimos na União, 40 nos estados e 30 nos municípios enquanto não houver lei própria

Para quem tem precatório municipal e também deve tributos à mesma prefeitura, existe ainda a possibilidade de usar o crédito para quitar o imposto, conforme a lei local. Explicamos isso no guia sobre precatório para pagar IPTU.

Como se comparam o precatório federal, o estadual e o municipal?

Os três seguem o mesmo marco orçamentário de 1º de fevereiro, mas só estados e municípios têm teto anual de pagamento. A tabela resume as diferenças:

Aspecto Federal Estadual Municipal
Ente devedor União e autarquias federais Estados e DF Municípios
Tribunal responsável TRFs e TRTs TJs estaduais (TRT em ação trabalhista) TJs estaduais (TRT em ação trabalhista)
Limite RPV 60 SM (Lei 10.259/2001) Lei estadual; sem lei, 40 SM (ADCT, art. 87) Lei municipal; sem lei, 30 SM (ADCT, art. 87)
Marco orçamentário (CF, art. 100, §5º) 1º de fevereiro 1º de fevereiro 1º de fevereiro
Teto anual de pagamento (EC 136/2025) Não se aplica 1% a 5% da receita corrente líquida 1% a 5% da receita corrente líquida
Correção e juros IPCA + juros de 2% a.a., com teto da Selic (EC 113/2021, art. 3º) IPCA + juros de 2% a.a. desde 01/08/2025, com teto da Selic (ADCT, art. 97, §16) IPCA + juros de 2% a.a. desde 01/08/2025, com teto da Selic (ADCT, art. 97, §16)
Previsibilidade Alta Baixa a média Baixa
Regime especial (ADCT, art. 101) Não se aplica Estados em atraso em 25/03/2015 Municípios em atraso em 25/03/2015

A tabela mostra o ponto central: o que separa o precatório federal dos outros dois é o teto anual, que não existe para a União e limita o quanto estados e municípios pagam por ano.

Seu precatório é estadual ou municipal? Veja as opções

Um consultor da PJUS analisa o prazo real do seu ente devedor.

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Como é calculada a correção monetária do precatório?

Hoje, o valor do precatório é atualizado pelo IPCA, que é a correção monetária, e recebe juros de mora simples de 2% ao ano, com a Selic funcionando como teto: se a soma superar a Selic do período, aplica-se a Selic. A regra foi definida pela EC 136/2025, promulgada em 9 de setembro de 2025. Para a União, ela está no art. 3º da EC 113/2021, com a redação dada pela EC 136. Para estados, DF e municípios, está no art. 97, §16 e §16-A do ADCT, e vale a partir de 1º de agosto de 2025.

O que mudou na prática: antes, a EC 113/2021 aplicava a Selic como índice único, somando correção e juros. A nova regra separa os componentes e usa a Selic só como limite, o que tende a reduzir a correção efetiva quando a Selic está acima de IPCA + 2%, uma desvantagem para o credor. Esse é um dos pontos contestados na ADI 7873, proposta pelo Conselho Federal da OAB no STF e relatada pelo ministro Luiz Fux. A ação ainda não foi julgada.

No precatório federal, não incidem juros de mora durante o prazo constitucional de pagamento sobre os precatórios pagos nesse período (art. 3º, §3º da EC 113/2021, com a redação da EC 136, e Súmula Vinculante 17 do STF). Para estados, DF e municípios, o ADCT fala em juros de 2% ao ano desde a expedição, e como essa regra convive com a Súmula Vinculante 17 ainda está em discussão. A correção pelo IPCA corre da expedição até o pagamento efetivo nos três casos.

Correção do precatório federal, estadual e municipal pela EC 136/2025: IPCA mais juros simples de 2% ao ano, com a Selic como teto

Qual tipo de precatório é pago mais rápido?

O precatório federal é o mais rápido e o mais previsível dos três. A União segue o marco de 1º de fevereiro sem o teto anual de pagamento, então o prazo constitucional costuma ser o prazo real.

Nos precatórios estaduais e municipais, a resposta honesta é: depende.

O teto anual de 1% a 5% da receita faz com que entes com muito estoque atrasado paguem só uma fração da fila por ano. Alguns estados e municípios estão em dia, outros acumulam atrasos longos.

Se o seu precatório federal, estadual ou municipal tem espera longa, a antecipação de precatório é a alternativa mais eficiente. Em vez de esperar anos na fila, você formaliza uma cessão de crédito e recebe o valor à vista, com segurança jurídica. É dinheiro hoje para resolver o que não pode esperar: tratamento de saúde, uma dívida cara, a casa própria ou o inventário da família. Simule a antecipação do seu precatório.

Como funciona a antecipação do precatório federal, estadual e municipal?

A antecipação de precatório funciona da mesma forma para os três tipos: federal, estadual e municipal. A cessão é garantida pelo Art. 100, §13 da CF, que permite ao credor ceder o crédito a terceiros independentemente da concordância do devedor. O processo segue cinco etapas:

  1. Você entra em contato com a PJUS pelo site, WhatsApp ou telefone.
  2. Nossa equipe analisa o precatório: verificamos tribunal, valor atualizado, posição na fila e eventuais impedimentos.
  3. Apresentamos uma proposta com o valor líquido e todas as condições claras, sem surpresas.
  4. Formalização da cessão: o instrumento de cessão de crédito é feito com comunicação ao tribunal e ao ente devedor, conforme o Art. 100, §14 da Constituição Federal. O acompanhamento do seu advogado é incentivado em todas as etapas.
  5. Pagamento à vista: após a formalização, o valor combinado é depositado na sua conta.
Passo a passo da antecipação de precatório federal, estadual e municipal com a PJUS: contato, análise, proposta, cessão e pagamento à vista

Para ver cada etapa em detalhe, leia nosso guia sobre como antecipar precatório.

Quais erros evitar ao lidar com seu precatório?

1. Assumir que todo precatório demora igual. A diferença de espera entre um precatório federal e um municipal pode ser enorme. Antes de qualquer decisão, identifique o tipo e o tribunal do seu precatório.

2. Não acompanhar o andamento processual. Muitos credores descobrem problemas como impugnações e erros de cálculo tarde demais. Acompanhar o processo no site do tribunal é gratuito e evita surpresas. A PJUS oferece suporte gratuito para essa consulta.

3. Esperar indefinidamente sem avaliar alternativas. Se o seu precatório é estadual ou municipal e o ente acumula atrasos, vale pelo menos avaliar a antecipação. Em herança, é comum o credor original falecer antes de receber, e a família ainda precisa habilitar os herdeiros. No nosso dia a dia, ouvimos muito de credores que gostariam de ter avaliado essa opção antes.

Não espere indefinidamente. Avalie a antecipação.

Receba o valor à vista com uma cessão de crédito formalizada com segurança.

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Perguntas frequentes sobre precatório federal, estadual e municipal

Qual a principal diferença entre precatório federal, estadual e municipal?

A diferença está no ente devedor: a União (federal), um estado ou o DF (estadual), ou um município (municipal), conforme o Art. 100 da Constituição Federal. Isso define o tribunal responsável e o limite de RPV. Só estados e municípios estão sujeitos ao teto anual de pagamento criado pela EC 136/2025.

O que é precatório municipal?

É a ordem de pagamento expedida contra um município, ou autarquia ou fundação municipal, depois de uma condenação judicial acima do limite de RPV da cidade. A fila é administrada pelo Tribunal de Justiça do estado, e a prefeitura repassa os recursos para o pagamento, respeitando o teto anual da EC 136/2025.

Quais são os tipos de precatório por natureza do crédito?

Todo precatório, federal, estadual ou municipal, é alimentar, comum ou superpreferencial. O alimentar decorre de relação laboral ou previdenciária, incluindo repetição de indébito sobre remuneração; o comum vem de tributos, desapropriações e contratos; o superpreferencial é o alimentar de titulares com 60 anos ou mais, doença grave ou deficiência. Os alimentares têm prioridade sobre os comuns, e os superpreferenciais são pagos antes de todos até o triplo do limite da RPV; o restante segue a ordem cronológica. A superpreferência é pessoal e não passa ao cessionário em caso de cessão de crédito (Art. 100, §13 da CF).

O que a EC 136/2025 mudou para precatórios?

A EC 136/2025 fez três mudanças principais. (1) O marco orçamentário passou de 2 de abril para 1º de fevereiro; (2) estados, DF e municípios passaram a ter um teto anual de pagamento de 1% a 5% da receita corrente líquida, conforme o estoque em atraso; e (3) a atualização passou a ser IPCA mais juros de 2% ao ano, limitada pela Selic, mudança desvantajosa para o credor e contestada na ADI 7873 no STF.

O que a EC 136/2025 mudou: marco orçamentário, teto anual para estados e municípios e correção monetária.

O que acontece se o município não pagar o precatório?

Se a prefeitura não liberar os recursos a tempo, o presidente do Tribunal de Justiça determina o sequestro das contas do município até o valor devido, e o teto anual fica suspenso (Art. 100, §27 da CF). O prefeito responde por responsabilidade fiscal e improbidade, e o município deixa de receber transferências voluntárias enquanto durar a omissão.

É possível antecipar qualquer tipo de precatório?

Sim. A PJUS antecipa precatórios federais, estaduais e municipais. O tipo de precatório e o tribunal influenciam a análise de risco e a proposta, mas todos os três são elegíveis. O processo é formalizado com instrumento de cessão e comunicação ao tribunal, com segurança jurídica em todas as etapas.

Como consultar meu precatório e saber de qual tipo ele é?

A consulta é feita no site do tribunal responsável, pelo número do processo e, nos tribunais que permitem, pelo CPF. O campo “J” da numeração única do CNJ (Resolução 65/2008) indica o segmento da Justiça: 4 é Justiça Federal, 5 é Justiça do Trabalho e 8 é Justiça Estadual, onde estão os precatórios estaduais e municipais. Confira o guia completo de consulta de precatórios. A PJUS também oferece suporte gratuito para essa consulta.

Qual o próximo passo para quem tem precatório federal, estadual ou municipal?

O tipo do seu precatório diz muito sobre a espera: o federal é o mais previsível, e o estadual e o municipal dependem do caixa do ente e do teto anual da EC 136/2025. Em qualquer dos três, a espera é medida em anos, e receber hoje um valor certo é uma escolha legítima. Se quiser entender melhor a sua fila, veja quanto tempo demora para receber um precatório. Seu precatório é federal, estadual ou municipal? Um consultor da PJUS pode analisar o seu caso e apresentar uma proposta de antecipação à vista.

Este conteúdo é informativo e não substitui orientação jurídica especializada.

Referências

  • Constituição Federal, Art. 100 (§§ 1º, 2º, 4º, 5º, 13, 14, 23 e 27) e ADCT, arts. 87, 97 e 101. Disponível em: planalto.gov.br
  • Lei nº 10.259/2001: Juizados Especiais Federais e limite de 60 salários mínimos. Disponível em: planalto.gov.br
  • Lei nº 14.226/2021: criação do Tribunal Regional Federal da 6ª Região. Disponível em: planalto.gov.br
  • Emenda Constitucional nº 94/2016: regime especial de pagamento de precatórios. Disponível em: planalto.gov.br
  • Emenda Constitucional nº 113/2021: correção monetária dos requisitórios. Disponível em: planalto.gov.br
  • Emenda Constitucional nº 136/2025: teto anual de pagamento, novo marco orçamentário e novo índice de correção. Disponível em: planalto.gov.br
  • CNJ, Resolução 65/2008: numeração única de processos. Disponível em: atos.cnj.jus.br
  • CNJ, Resolução 303/2019: regulamentação de precatórios. Disponível em: atos.cnj.jus.br
  • STF, ADI 7873: OAB questiona no STF a EC 136/2025 (notícia de 11/09/2025). Disponível em: noticias.stf.jus.br
  • IBGE: estrutura territorial com 5.569 municípios em 2025. Disponível em: agenciadenoticias.ibge.gov.br

Sobre quem escreveu este artigo

Este conteúdo foi escrito por André Luiz Almeida, Superintendente Comercial da PJUS, com mais de cinco anos de atuação no mercado de precatórios. Desde 2020, ajuda credores a navegarem nesse mercado com segurança, agilidade e estratégia. A PJUS é a maior empresa de antecipação de precatórios do Brasil, parceira da XP Asset, com mais de 12 anos de atuação, mais de R$ 3 bilhões investidos e mais de 20 mil precatórios antecipados. Fontes oficiais: Constituição Federal e EC 136/2025, de 9 de setembro de 2025 (planalto.gov.br).

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Andre Luiz Almeida

Superintendente comercial com mais de 5 anos de atuação no mercado de precatórios. Desde 2020, ajuda credores a navegarem nesse mercado com segurança, agilidade e estratégia. 🔗 LinkedIn

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